Corriam rumores pelos corredores:
alguns falavam de reações hormonais, outros de contaminação química, até mesmo de fenômenos sobrenaturais.
Mas o Dr. Menezes, o neurologista responsável pelo caso, não encontrou nenhuma explicação científica.
Os exames mostravam sempre a mesma coisa:
Sinais vitais estáveis, atividade cerebral mínima e ausência de movimentos físicos.
Quando a quinta enfermeira, Laura Campos , chegou ao seu consultório chorando, exibindo um teste positivo e jurando que não via ninguém há meses, Ricardo percebeu que algo verdadeiramente inexplicável estava acontecendo.
Pressionado pela administração do hospital e temendo um escândalo, ele decidiu agir.
Numa sexta-feira à noite, após terminar seu último turno, entrou sozinho no quarto 312-B e discretamente colocou uma pequena câmera escondida num ventilador, apontando-a para a cama do paciente.
Em seguida, saiu com uma sensação arrepiante, como se estivesse prestes a abrir uma porta que jamais deveria ter aberto.