“SENHOR, EU SOU A NOVA DONA DESTA EMPRESA” – O MILIONÁRIO RIU, MAS AO DESCOBRIR QUEM ELA ERA…

O ônibus parou bruscamente na esquina do Paseo de la Castellana, e Sofía agarrou-se firmemente ao corrimão para não cair. Ao descer os degraus, o ar frio da manhã de novembro atingiu seu rosto. Madri despertava em ritmo acelerado: ternos impecáveis, saltos tilintando no asfalto, pastas reluzentes, celulares pressionados contra as orelhas.

Ela, por outro lado, caminhou a passos largos com seus jeans surrados, uma blusa branca que havia passado a ferro com o máximo cuidado na noite anterior e sapatilhas pretas remendadas tantas vezes que ela preferia não se lembrar. Ajeitou sua bolsa de couro sintético, com as alças rachadas, e olhou para cima.