Resolvi testar meu marido e disse a ele:

Mas eu sentia meus pés firmemente plantados no chão.
Tudo o que eu considerava real, confiável — nosso casamento, nossa casa, nossa união — estava rachando, quebrando, desmoronando como vidro sob um martelo.

À medida que as vozes na sala começaram a se dissipar, ouvi a porta abrir. Anton disse:

"Mãe, vamos lá fora, está um calor insuportável aqui dentro. Vamos dar uma caminhada e tomar um café."

"Claro, filho. Você precisa de paz e sossego agora", disse ela com uma doçura fingida.

A porta fez um clique. O silêncio se instalou.

Só então consegui me levantar. Minhas pernas tremiam, mas rastejei até a cozinha e me agarrei ao balcão, tentando respirar com calma. Eu queria uivar, alto, desesperado, dolorosamente. Mas não emiti nenhum som.

Somente a minha serenidade me salvou, e ela se ativou assim que ouvi o nome "Tanya".

Olhei em volta da cozinha. Tudo parecia estranho. Até o cheiro da nossa casa — aquele que eu costumava chamar de conforto — parecia esquisito. Agora era um lugar onde meu destino era decidido pelas minhas costas, minha incompetência era discutida e meu "substituto" era planejado.

Eu entendi:
não podia ficar ali nem por mais um minuto.

Mas para onde eu poderia ir? Com ​​quem? Eu não tinha irmãs nem amigos próximos que pudessem me proteger. Masha? Ela ia destruir o escritório rapidinho. Meus pais... isso era outro mundo de dor, explicações e perguntas.

E de repente, como um relâmpago, um pensamento me ocorreu:

 

 

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