Quando voltei para casa de uma viagem de negócios, minha filha sussurrou para mim: "Papai, minhas costas doem... Mamãe disse que não posso te contar", e tudo mudou.

Sophie balançou a cabeça. "Ela tomou alguma coisa", disse. "Ela disse que os médicos fazem perguntas demais."

Eu a encarei, tentando manter a calma.

"Posso ver suas costas?", perguntei gentilmente. "Só se você se sentir à vontade. Serei muito cuidadosa."

Sophie assentiu com a cabeça, mal e porcamente.

Ela se virou lentamente e levantou a parte de trás da blusa do pijama.

Vi um curativo que parecia velho e irregular, daqueles que são colocados às pressas e deixados por muito tempo. A pele ao redor estava inchada e muito descolorida.

Antes mesmo que minha mente percebesse, meu corpo reagiu.

Minhas mãos estavam tremendo.

Senti um nó na garganta.

Segurei na beirada da cama para me equilibrar.

“Oh, querida”, sussurrei. “Não podemos ignorar isso. Vamos buscar ajuda agora mesmo.”

Sua voz era baixa.