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“Isso depende de você. Você poderia confrontá-la imediatamente.” Ele recostou-se. “Mas sua avó deixou mais um conselho. Ela disse que, se esse dia chegar, sugiro que você deixe Sabrina se arruinar um pouco mais.”
Franzi a testa. "O que isso significa?"
“Verifiquem as contas bancárias do prédio. Descubram se o dinheiro do aluguel está sendo pago corretamente. Analisem as despesas de manutenção.” O olhar de Howard se intensificou. “Sua avó suspeitava que Sabrina estivesse roubando, mas nunca tivemos provas.”
As implicações me atingiram como um soco.
“Ele anda roubando.”
“Supostamente”, disse ele, mas seu tom sugeria que ele não acreditava realmente na palavra “supostamente”. “Mas se ele está fazendo isso, e se ainda acha que está no comando…” Ele deu de ombros. “Desfalque é um crime grave, e os juízes não veem com bons olhos advogados que roubam de suas famílias.”
Passei o resto da manhã no escritório de Howard revisando documentos, tentando entender a dimensão completa do que a vovó havia feito. Ela havia pensado em tudo: documentação comprobatória, cadeias de propriedade claras, até mesmo um plano de transição para quando a verdade viesse à tona.
“Só mais uma coisa”, disse Howard enquanto eu me preparava para sair.
Ele me entregou um envelope lacrado.
Edith me disse para te entregar isso quando você estivesse pronto. Ela disse que você saberia.
Segurei o envelope com meu nome escrito na caligrafia familiar da minha avó.
“Como sei se estou pronto?”
Howard sorriu gentilmente.