Jordan Ellis atravessou a rua em direção ao primeiro restaurante que construíra, disfarçado com jeans surrados e um moletom desbotado, em vez da elegância de milionário que o mundo esperava dele. A manhã trazia o aroma de bacon e café, os mesmos aromas que antes preenchiam a cozinha apertada onde sua mãe abria a massa de torta e cantarolava música country. Mas, ao entrar e ver os estofados vermelhos e o piso quadriculado, o calor de que se lembrava havia desaparecido. A indiferença pairava no ar como poeira, e os funcionários mal o reconheceram quando ele pediu um café da manhã simples.
De uma mesa isolada no canto, ele observava o coração do seu negócio lutando contra a maré. Funcionários gritavam com os clientes, ignoravam uma mãe cansada com crianças pequenas, dispensavam um senhor que fazia uma pergunta inofensiva e riam cruelmente do próprio Jordan, confundindo-o com um morador de rua. Cada momento o impactava como uma traição a tudo o que havia construído. Quando a jovem caixa zombou de um operário da construção civil que pedia água, algo dentro dele se endureceu. Não era apenas um dia ruim. Era uma cultura que havia apodrecido.
Ele se levantou, tirou o capuz e revelou sua verdadeira identidade. Uma comoção tomou conta do restaurante quando ele confrontou os caixas sobre a falta de respeito e os suspendeu imediatamente. Em seguida, ficou atrás do balcão, vestiu um avental e serviu com o mesmo orgulho que demonstrara no primeiro dia de funcionamento do restaurante. Serviu café para o operário da construção civil, ajudou a mãe com a bandeja, cumprimentou cada cliente calorosamente e circulou pelo estabelecimento com a serena confiança de alguém que redescobriu seu propósito. Os clientes cochichavam, sorriam, até aplaudiam, como se testemunhassem algo que pensavam estar perdido no mundo moderno.
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