"Fiquei em silêncio por muito tempo, mas isso foi longe demais. Venho gravando conversas nessas reuniões familiares durante o último ano porque suspeitava que algo estava errado."
O rosto de Martha empalideceu.
“James, do que você está falando?”
“Isto”, disse ele, apertando o play no celular.
A voz da minha mãe, gravada, ecoava pela sala.
“Emma não precisa se preocupar em encontrar um emprego melhor. Crystal sempre vai pagar. Ela é muito boazinha para dizer não se a gente insistir bastante. É só continuar insistindo que eventualmente ela vai ceder, como sempre faz.”
A sala de jantar explodiu em alvoroço. Garfos tilintaram contra os pratos enquanto as pessoas se remexiam nas cadeiras. A mão da tia Patrícia voou para a boca. A avó Elellanar agarrou a borda da mesa, com os nós dos dedos brancos.
"Como você ousa gravar conversas privadas?", gritou Martha, mas James ergueu a mão.
“Há mais.”
Ele continuou rolando a tela até encontrar outro arquivo. Desta vez, era a voz de Robert.
“Nós treinamos bem a Crystal. Ela vem sustentando a Emma desde o ensino médio. Por que isso deveria parar? Agora a Emma sabe como lidar com a culpa. Ela tem anos de prática.”
Meu estômago embrulhou. As tortas que eu havia feito com tanto carinho naquela manhã agora pareciam oferendas para pessoas que me viam como nada mais do que uma conta bancária ambulante. A mão de Nathan encontrou a minha, apertando-a suavemente, mas eu podia senti-lo tremendo de raiva.
“É verdade, Emma?” A voz da avó Elellanar cortou o caos, aguda e decepcionada. “Você andou manipulando sua irmã?”
Emma finalmente levantou os olhos do celular, e fiquei surpreso ao ver não culpa, mas irritação em seu rosto.
“Não é manipulação. Mamãe e papai disseram que Crystal queria ajudar, que se sentia bem em me apoiar.”
"Eu nunca disse isso", protestei, com a voz embargada. "Eu ajudei porque você me disse que seria despejado, que não tinha dinheiro para comprar comida, que estava desesperado."
“Bem, você nunca se deu ao trabalho de verificar se era verdade.”
Emma deu de ombros, voltando a mexer no celular como se estivéssemos falando do tempo em vez de anos de engano.
Nathan deu um passo à frente, sua compostura profissional vacilando.
“Estamos indo embora. Crystal, pegue seu casaco.”
“Ela não vai a lugar nenhum”, disse Robert, bloqueando completamente a porta. “Não até que ela transfira esse dinheiro. Emma precisa dele até amanhã ou vai ficar na rua.”
“Então deixe-a ficar na rua.” A voz de Nathan se elevou. “Talvez isso a ensine a ter um pouco de responsabilidade.”
Martha avançou bruscamente, agarrando meu braço com uma força surpreendente.
“Sua bruxinha egoísta. Depois de tudo que fizemos por você, é assim que você nos retribui? Abandonando sua irmã?”
Tentei me afastar, mas as unhas dela cravaram na minha pele por cima do suéter.
“Mãe, você está me machucando.”
“Ótimo. Talvez a dor te ensine o que é sentir decepção.”
O tio James continuava mexendo no celular, com o rosto cada vez mais sombrio.
Para obter o passo a passo completo do preparo, acesse a próxima página ou clique no botão "Abrir" (>) e não se esqueça de compartilhar com seus amigos do Facebook.