Todos nós já passamos pela experiência de ter um hematoma repentino na pele sem nos lembrarmos de como ele surgiu. Às vezes, pensamos que nos machucamos sem perceber, ou que foi por termos dormido em uma posição ruim. Mas o que acontece quando esse suposto "hematoma" não desaparece, muda de cor, aumenta de tamanho ou até começa a doer? É aí que muitas pessoas, sem saber, estão enfrentando um tumor de pele extremamente agressivo que frequentemente se disfarça de algo inofensivo.
Esse tipo de lesão costuma passar despercebido nos primeiros dias por se parecer muito com uma contusão comum: uma tonalidade arroxeada, uma mancha avermelhada ou até mesmo uma pequena protuberância que não chama muita atenção. Essa semelhança é o que faz com que muitas pessoas adiem a busca por ajuda médica, desperdiçando um tempo valioso que pode fazer a diferença entre um tratamento simples e um diagnóstico complicado.
Então, por que um tumor de pele pode parecer um hematoma qualquer? A realidade é que alguns tipos de câncer de pele, especialmente os mais agressivos, crescem abaixo da superfície antes de se tornarem visíveis. Nesse processo, a pele adquire uma aparência arroxeada ou avermelhada, como se houvesse um sangramento interno. O problema é que, embora a pessoa pense que isso vai desaparecer sozinho, as células malignas continuam se espalhando.
O inimigo silencioso que muitos confundem com um golpe de Estado.
Um dos tumores mais perigosos que podem se apresentar dessa forma é o melanoma amelanótico, uma variante do melanoma tradicional. Ao contrário do melanoma "normal", ele nem sempre apresenta manchas escuras ou pintas suspeitas; em vez disso, pode aparecer como uma mancha rosa, avermelhada, arroxeada ou até mesmo transparente. Em outras palavras, exatamente o que muitas pessoas identificariam como uma equimose (hematoma).
O mais alarmante é que esse tipo de tumor tende a crescer rapidamente, se espalhar com facilidade e apresentar sintomas muito sutis em seus estágios iniciais. Algumas pessoas podem ter a lesão por semanas ou meses sem dar a devida atenção, até que algo pareça "errado": dor ao toque, inchaço, alterações na borda da lesão ou o surgimento de um nódulo duro sob a pele.
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