Na nossa noite de núpcias, meu sogro me pediu para deitar entre nós por causa da tradição de "ter um filho dar sorte"; exatamente às três da manhã, senti uma coceira incômoda.

Alguns meses depois, o tribunal aprovou a anulação. Mudei meu endereço, meu número de telefone e recomecei do zero.

Algumas pessoas me perguntaram por que eu não mantive segredo, com medo de fofocas. Eu simplesmente sorri:
"Segredos servem para proteger a vergonha. Eu não sinto mais vergonha."

Não tive uma noite de núpcias perfeita, mas vivi um vislumbre de liberdade: um momento em que aprendi que nem todas as tradições merecem ser honradas e que, às vezes, a coragem de uma mulher pode ser o início da mudança para toda uma família.