Leo ficou.
E não como convidado.
Não como uma criança temporária, nem como um ato de caridade.
Permaneceu como parte de algo que James Lancaster não sabia que ainda era capaz de construir: uma família.
Durante as primeiras semanas, tudo era novidade. Para todos.
Leo não falava muito. Dormia com um cobertor puxado até a cabeça, como se tivesse medo de que alguém o levasse embora no meio da noite. Comeu devagar no início, esperando que alguém lhe tirasse o prato. Quando James tentou abraçá-lo, o menino se enrijeceu como se esperasse um soco.
Mas aos poucos… o gelo começou a derreter.
Certa manhã, James encontrou um desenho em sua mesa. Era um rabisco infantil da casa, com ele, Leo e Maria de mãos dadas. Acima do telhado, um sol gigante e torto sorria.
"Foi você que fez isso?", perguntou James.
Leo assentiu com a cabeça, com os olhos brilhando.
James não disse nada. Simplesmente pegou o desenho, emoldurou-o e pendurou-o no estúdio.
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