A Noite dos Pneus Cantando
Tudo mudou numa noite chuvosa de março. Eu tinha acabado de sair do hospital depois de um longo turno quando ouvi o guincho dos pneus, o barulho de metal se amassando e, em seguida, aquele silêncio terrível que se segue.
Um carro esportivo preto bateu com força em um poste de luz na esquina. As pessoas ficaram paralisadas. Algumas levantaram seus celulares. Ninguém se mexeu.
Eu fiz.
A cabeça do motorista estava caída sobre o volante, com sangue escorrendo de um corte perto da linha do cabelo. Abri a porta com um puxão.
“Senhor, o senhor consegue me ouvir? Não mexa o pescoço. Fique parado.”
Minha voz estava firme, embora meu coração estivesse martelando contra minhas costelas. Pressionei meu cachecol contra o ferimento dele e gritei: "Alguém ligue para o 911! Agora!"
Seus olhos se abriram de repente — assustados, azuis, desfocados.
"Você está bem", eu disse a ele. "Fique comigo. Respire."
Fiquei ali até a chegada dos paramédicos, que assumiram o atendimento. Enquanto colocavam o colar cervical nele e o colocavam na maca, dei um passo para trás em silêncio, pronto para desaparecer na multidão.
Mas sua mão se estendeu e agarrou meu pulso. Seus dedos eram lisos, do tipo que nunca havia realizado trabalho pesado.
“Espere… qual é o seu nome?”
“Grace”, eu disse. “Grace Walker.”
Ele estudou meu rosto como se quisesse se lembrar dele.
“Meu nome é Daniel Cole. Obrigado.”
Assenti com a cabeça e me virei. Eu não lia revistas de negócios nem acompanhava a elite de Chicago. Para mim, ele era apenas mais uma pessoa que precisava de ajuda.
Três dias depois, uma florista tocou a campainha do meu apartamento. Quando abri a porta, quase dei um passo para trás. Não era um simples buquê. Eram duas dúzias de rosas brancas com um cartão grosso cor creme entre elas: “Você salvou minha vida. Deixe-me agradecer como deve ser. Jantar? —DC”
Por um segundo, pensei em jogá-los fora. Homens como ele não namoravam mulheres como eu. Homens como ele sempre queriam alguma coisa. Mas a curiosidade falou mais alto. Aceitei encontrá-lo para um café em vez de jantar. O café parecia mais seguro, uma forma mais fácil de escapar se as coisas dessem errado.
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