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Senti um frio na barriga. Um vídeo?
O advogado de Caleb levantou-se imediatamente.
“Vossa Excelência, nós protestamos—”
"Vou investigar", interrompeu o juiz. Então, olhou para Harper novamente. "Mas primeiro me diga: por que sua mãe não sabe?"
Seu queixo tremia.
"Porque papai me disse para não contar a ninguém", ela sussurrou.
Caleb empalideceu.
Minhas mãos tremiam tanto que precisei me segurar na borda da mesa.
“Senhor policial”, disse o juiz com firmeza, “traga o dispositivo da criança”.
Harper caminhou até a frente do tribunal, um espaço pequeno em meio à imensidão do ambiente, e entregou o tablet com as duas mãos, como se estivesse oferecendo algo sagrado.
Quando o vídeo começou a ser exibido no telão da quadra, meu coração estava batendo tão forte que parecia que meus ouvidos doíam.
A imagem apareceu.
Nossa cozinha. À noite.
E lá estava Caleb, olhando diretamente para a câmera, sorrindo de um jeito que eu nunca tinha visto antes.
Então, sua voz ecoou pelo tribunal:
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