"Deixou de ser pessoal quando você usou meu dinheiro", eu disse, erguendo o envelope. "Eu tenho tudo."
"Você está terminando nosso casamento por causa de um erro?", ele perguntou.
“Viajar é uma escolha”, eu disse. “Gastar meu dinheiro é outra. Mentir é um hábito.”
Ele me agarrou. Eu me afastei. "Vim em busca da verdade. Agora vou para casa me proteger. Os documentos chegarão na semana que vem."
"Divórcio?" Seu rosto desapareceu.
Primeiro, a separação. E uma revisão financeira completa.
O medo finalmente substituiu a razão. "Eu vou mudar. Vou procurar ajuda."
Talvez eu tentasse. Rapidamente. Em voz alta. Mas a confiança não retorna só porque alguém entra em pânico.
"Não estou te punindo", eu disse. "Estou escolhendo a mim mesma."
Mais tarde, no escritório de Luca, minhas mãos tremiam enquanto a adrenalina passava. Ele ficou sentado em silêncio até que minha respiração se estabilizasse.
De volta a casa, abri contas, me encontrei com um advogado e paguei as contas. Depois veio a parte mais difícil: contar para minha mãe, responder aos meus amigos, lamentar a perda de um casamento em que eu acreditava. Alguns dias eu estava com raiva. Outros, me sentia mais leve, como se tivesse escrito algo.