Meu irmão, que administra um hotel no Havaí, ligou para perguntar onde estava meu marido. Eu disse que ele estava em Nova York. Calmamente, ele respondeu que meu marido estava, na verdade, no hotel dele com outra mulher, usando meu cartão de débito. Com a ajuda dele, elaborei minha resposta; então meu marido me ligou, em pânico.

Meu cartão não está funcionando", ela disparou, como se esse fosse o problema. "A recepção diz que foi recusado. Estão me cobrando taxas. Claire, por favor, resolva isso."

Imaginei-o no saguão do Luca's, falando baixinho, com Madison ao seu lado, observando-o. "Não posso consertar o que não quebrei", eu disse. "Mas podemos conversar quando você chegar em casa."

Ele praguejou baixinho. "Não posso ir para casa. Preciso..."

“Ethan”, interrompi, “coloque no viva-voz”.

"Que?"

"Presidente. Agora."

Ele hesitou, então ouviu-se o clique. Uma música caribenha tocava ao fundo. Uma voz calma e profissional: Luca, interpretando o gerente prestativo.

"Olá", eu disse claramente. "Sou Claire. Sou a titular do cartão."

Uma pausa. "Sra. Bennett?" disse Luca, com calma. "Sim, senhora."

“Gostaria de confirmar”, continuei, “que meu marido, Ethan Bennett, está atualmente hospedado em seu hotel.”

O barulho vindo do saguão foi diminuindo. A respiração de Ethan acelerou. "Claire, pare..."

"O Sr. Bennett está hospedado no quarto 318", respondeu Luca.

"E ele está sozinho?", perguntei.