Não respondi imediatamente. Fiquei olhando para a foto na geladeira: Ethan e eu no Central Park, rindo, minha mão repousando em seu braço. De repente, o sorriso pareceu ensaiado.
"Me ajude", eu finalmente disse. "Preciso de provas. E quero meu dinheiro de volta."
Em poucos minutos, bloqueei o cartão no aplicativo do meu banco e liguei para o banco para relatar todas as compras recentes. Luca concordou em ficar com as imagens de segurança e uma cópia do recibo assinado. Ele também me disse o primeiro nome da mulher na reserva — Madison — e que ela havia reservado tratamentos de spa e um passeio de barco ao pôr do sol.
Ao meio-dia, a confusão tinha aumentado. Tirei um dia de folga, fui para a casa da minha mãe e contei o suficiente para convencê-la a deixá-lo usar o quarto de hóspedes. Depois liguei para Luca e apresentei a ele um plano que parecia irrealista mesmo enquanto eu o falava.
"Amanhã", eu lhe disse, "preciso que você siga minhas instruções à risca. Nada de improvisação."
—Entendido—disse Luca.
Naquela noite, mal consegui dormir. Ao amanhecer, comprei uma passagem só de ida para Honolulu, arrumei minha bagagem de mão e desativei o compartilhamento de localização. Assim que embarquei, meu celular vibrou: Ethan.
Ele parecia desesperado. "Claire, por favor, não desligue. Aconteceu alguma coisa no Havaí."
Deixei o silêncio se prolongar, obrigando-o a esperar pela minha resposta.
"Havaí?", perguntei calmamente. "Pensei que você estivesse em Nova York."
"Eu estava..." ele gaguejou. "Os planos mudaram. É complicado. Preciso que você descongele o cartão."
Então Luca já havia agido. O pagamento recusado do hotel sinalizou para Ethan que ele não tinha mais o controle.
“O que aconteceu?”, perguntei.