Houve uma pausa antes de Nam responder suavemente:
—Eu sei... mas como posso dizer isso a ele sem magoá-lo? Ele é muito sensível a essas coisas.
"Diga a ela logo! Senão, ela pode achar que pode ficar aqui. Esta casa é para os meus pais, e não para mais ninguém."
O mundo parou. Senti um grande peso no peito. Era nisso que eu havia me transformado? Um fardo na casa do meu filho?
Passei o resto da noite acordada, em silêncio. Ao amanhecer, antes que qualquer outra pessoa acordasse, arrumei minha mala silenciosamente e fui embora. Eu não queria despedidas. Eu não queria mais dor.
No ônibus de volta para o acampamento, finalmente desabei em lágrimas. Não culpei Nam nem sua esposa. Culpei apenas a mim mesma por ser pobre, por não ter lhe dado o tipo de pai de quem ele pudesse se orgulhar.
Enquanto o ônibus seguia pela estrada, meu telefone tocou. Era Nam. Hesitei antes de atender.
"Papai! Onde você está? Acordei e você não estava lá", disse ela, com a voz trêmula.