Llegué a casa de mis suegros sin avisar en Nochebuena. Encontré a mi hijo fregando pisos en ropa interior mientras sus nietos abrían los regalos junto al árbol. Mi esposa se reía con ellos. Entré, levanté a mi hijo y le dije cinco palabras. La copa de champán de mi suegra se rompió. Tres días después: 47 llamadas perdidas.

Cheguei sem avisar na casa dos meus sogros na véspera de Natal. Encontrei meu filho esfregando o chão de cueca enquanto seus netos abriam os presentes perto da árvore. Minha esposa ria com eles. Entrei, peguei meu filho no colo e disse cinco palavras para ele. A taça de champanhe da minha sogra se estilhaçou.

Três dias depois…

47 chamadas perdidas.

Aos 38 anos, Frank O'Connell havia deixado o jornalismo investigativo do Chicago Tribune para administrar sua própria produtora, a Undercurrent Media. A decisão fora ideia de Ashley três anos antes, quando ela ainda o via como a estrela, e não como um fardo herdado.

O celular dele vibrou. Outra mensagem de Ashley: “Estou atrasada. Mamãe precisa de ajuda com a decoração de Natal. Você pode buscar o Todd na escola?” Frank olhou para o calendário. 20 de dezembro. Seria a quarta vez naquela semana que Christa Raymond precisava de ajuda com alguma coisa.

Ele escreveu: “Entendi. Te vejo à noite.” O sol da tarde projetava longas sombras sobre a rua suburbana de Chicago quando Frank chegou à Escola Primária Meadowbrook. Todd saiu do prédio, pequeno para seus sete anos, com os ombros curvados de um jeito que pesava em seu peito. Outras crianças passaram correndo por ele, gritando e rindo, mas Todd caminhava sozinho.

"Ei, amigo!" Frank estendeu a mão para abrir a porta do passageiro.

Todd entrou, sua mochila quase tão grande quanto ele. "Oi, pai."

“Como foi a escola?”