Encontrei preservativos na mala do meu marido… e isso deixou minha melhor amiga arrasada.

—  Então foi minha melhor amiga quem roubou meu marido.

Na manhã seguinte, preparei o café da manhã como de costume.
Enquanto comíamos, eu disse calmamente:

—  Ouvi dizer que a Mariana está grávida. Você sabia?

A colher caiu da mão dele.

Seu rosto empalideceu.
Ela não precisava de mais provas.

Servi mais café e mal esbocei um sorriso:

—  Os bons homens sempre querem ser pais, não é?

Ele baixou a cabeça. Não disse nada.

Levantei-me, tirei da minha bolsa  a certidão de divórcio assinada  e coloquei-a sobre a mesa:

"  Não vou causar escândalo. Vá cuidar do bebê.
" "  Ah... e diga para a Mariana ir ao médico. Não tenho certeza se o bebê está bem."

Alejandro ergueu os olhos, tomado pelo medo.

Falei com ele devagar, com um sorriso gentil:

—  Os preservativos que você levou para Monterrey… eu os cortei todos.

A cozinha ficou em absoluto silêncio.

Peguei minha mala e saí de casa de cabeça erguida.
Havia dor, sim.
Humilhação, não.

Três meses depois, fiquei sabendo que  Mariana havia perdido o bebê .
Ela me ligou chorando.

Respondi friamente:

—  Todos pagam o preço pela traição.

Eu desliguei.

Naquela manhã, observando o nascer do sol sobre a Cidade do México, eu entendi tudo.
Aquele casamento terminou  sem gritos, sem lágrimas .

Ele deixou para trás apenas uma mulher ferida…
mas forte, digna, capaz de sorrir com serenidade.

Porque, às vezes,
a vingança mais doce não é causar dano,
mas sim deixar para lá e permitir que a vida cuide do resto.