Rodrigo desabou numa cadeira.
"Eu estava com medo", confessou ele. "Meu negócio estava indo à falência. Pensei que se agisse primeiro... teria a vantagem. Pensei que se você soubesse a verdade... me deixaria."
—Você não precisava esconder nada. Só precisava falar comigo.
"Meu advogado dará continuidade ao processo", acrescentei. "Os bens serão divididos legalmente. E você terá que prestar contas pelas transferências."
"Vou perder tudo", ela sussurrou.
—Você perdeu a cabeça no dia em que jogou minha mala fora.
Peguei o que precisava e fui embora.
Rodrigo me seguiu até a porta.
—Podemos conversar? Como duas pessoas que um dia se amaram…
Parei por um segundo.
"Podemos conversar", eu disse. "Mas não aqui. E não como antes. Qualquer assunto jurídico será tratado entre advogados. Se você quer uma conversa humana... comece sendo honesto."
Ele não respondeu.
Saí.
Respirei.
Pela primeira vez em muito tempo, senti que a vida me pertencia.
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