"Igual a quê?", perguntou ela.
"Ame-a ou não. Só quero o dinheiro dela. Quando nos casarmos, metade será minha."
Senti o ar sair do meu peito.
Sua mãe, Linda Miller, suspirou aliviada.
"Só não estrague tudo. É valioso demais para perder."
Minhas pernas mal respondiam.
Minhas mãos tremiam tanto que precisei me apoiar na penteadeira para não cair.
Em segundos, tudo fez sentido:
Jason insistindo que a casa estivesse em meu nome.
Jason dizendo que o acordo pré-nupcial "não importava para ele".
Jason nunca pagando nada, nunca se oferecendo para contribuir com um centavo.
Tranquei a porta e desabei no chão.
Chorei em silêncio.
Me senti estúpida. Usada. Traída.
Mas por baixo de tudo isso, algo mais forte emergiu: clareza.
Lavei o rosto, retoquei a maquiagem e me levantei.
Se Jason pensava que eu era apenas uma carteira de vestido branco... ele não tinha ideia de com quem estava prestes a se casar.
A sala foi se enchendo aos poucos.
Música suave. Sorrisos falsos. Murmúrios.
Jason já estava no altar, bonito, confiante, convicto de que havia ganhado o grande prêmio.
Quando as portas se abriram, caminhei com confiança pelo corredor.
Depois, me disseram que eu parecia calma... até radiante.
Jason sorriu para mim e apertou minhas mãos, como se nada tivesse acontecido.
O juiz deu início à cerimônia.
Os votos foram computados.
E então, a pergunta.
—Emily—ele disse—, você aceita Jason como seu legítimo esposo?
O silêncio era tão denso que podia ser cortado com uma faca…

Olhei para ele.
Depois, para sua mãe, sentada orgulhosamente na primeira fila.
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