Demitido. Sem-teto. Com 186 dólares no bolso. Eu estava dormindo no meu carro quando meu avô bilionário, de quem eu não tinha contato, bateu no vidro. Ele perguntou: "Isso é seu?". Essa pergunta foi o começo de como eu derrubei toda a minha família traidora.

Isso foi falsificação. Foi limpo, simples e passível de ação judicial.

Reuni as faturas. Compilei a comparação das assinaturas digitais, mas precisava do cerne da questão. Precisava de provas irrefutáveis ​​de que o trabalho nunca havia sido feito. O contrato da BRS havia cobrado da Hian US$ 80.000 por seis scanners de diagnóstico de última geração, novinhos em folha, para a frota da Brooksban. Eu os tinha visto em uma prateleira no depósito, impecáveis, ainda no plástico.

Dirigi até Brooksbank. O despachante, que agora me via como um aliado, me deixou entrar. Fui até os scanners. Pareciam novos: pintura recente, logotipos novos. Mas a placa com o número de série na parte de trás do primeiro estava ligeiramente torta. Estava colada. Passei a unha na borda e a descolei. Por baixo, gravado na carcaça original, estava o número de série verdadeiro: desbotado, mas legível. Fotografei-o. Fiz o mesmo com todos os seis.

Voltei para o meu quarto e verifiquei as figuras. Eram modelos antigos, descontinuados há cinco anos.

Então fiz outra coisa. Entrei no Instagram. Fui ao perfil público de Caleb Rowan. Estava cheio de fotos dele em galas beneficentes, em barcos, apertando mãos. Ele era a própria personificação do sucesso da Riverton. Procurei. Procurei durante um ano inteiro e encontrei. Uma foto dele em uma feira de logística. Ele estava ao lado de um palete de equipamentos usados. A legenda: Ótimas descobertas na feira. Consegui alguns modelos de piso incríveis a um preço de banana. Grandes coisas estão por vir para a BRS Solutions.

Dei um zoom na imagem. Na mão direita, ele segurava um dos scanners. A iluminação estava perfeita. O número de série original gravado estava claramente visível.

Foi a combinação perfeita.

Ele comprou sucata de metal, pintou-a com tinta spray, criou faturas falsas, falsificou sua própria assinatura, vendeu-a para Hian como nova, obtendo um lucro de US$ 80.000, e depois se gabou da primeira parte do crime nas redes sociais.

Enviei todo o pacote — as faturas, a análise da assinatura, as fotos comparativas da postagem no Instagram e a digitalização feita na Brooks — diretamente para Arthur.

Sua resposta, dois minutos depois, não foi um e-mail. Foi uma ligação telefônica.

"Isto já não é uma questão de confiança, Luna."

Sua voz era fria. Cortante como aço.

"Isto é fraude eletrônica. Trata-se de um assunto criminal. Você tem minha total autorização para enviar todo este pacote ao Ministério Público. Faça-o se julgar necessário."

Ele desligou.