"De Diomes..."
"Conheço esse lugar", ele riu baixinho. "Só vivem lá aqueles que há muito tempo esqueceram o que é bondade."
Ela baixou o olhar.
"Eu fui embora... do meu padrasto. Ele queria... me vender."
Damien assentiu.
"Há muitos anos, eu também fui embora. Mas não do meu padrasto... fui embora por conta própria."
O fogo ardeu com mais intensidade. À sua luz, o rosto do homem parecia esculpido em pedra.
Ele não era velho, mas seu olhar era o de um homem que havia vivido muitos invernos e muitas despedidas.
"Você mora aqui sozinho?", ela perguntou.
"Desde que minha esposa morreu", ele respondeu brevemente. "Há sete anos. Uma doença. Eu não consegui salvá-la. Um médico que não consegue salvá-la... irônico, não é?"
Ela não sabia o que dizer. Só ouviu o vento batendo nas venezianas.
Lá fora, o mundo rugia, não esperando mais por eles.