A ligação de emergência do milionário: a descoberta de um pai.

"Você consegue falar com a mãe?", perguntou Reed. Julian discou. Eleanor finalmente atendeu. "O que houve, Julian? Estou no meio do tratamento", disse ela, irritada. "Estou no hospital com a Lily", disse ele, colocando-a no viva-voz. "Por que você não a levou ao médico?" "Não era necessário. Foi só uma batida." "Como isso aconteceu?" "Ela caiu." "Lily me disse que você a empurrou", disse Julian, olhando para o detetive.

Silêncio. Então a voz de Eleanor ficou gélida. "Ela é uma mentirosa. Crianças inventam coisas para chamar a atenção." "Ela tem hematomas em forma de dedos nos braços", acrescentou Julian. "Eu a segurei para que não caísse. Isso basta. O que você quer? Levar minha filha?" O agente Grant anotava cada palavra.

A Dra. Hale voltou: não havia fraturas, mas a infecção era grave. Ela precisava ficar internada por pelo menos 48 horas. "Ela deveria ter recebido tratamento nas primeiras 24 horas", disse a médica à polícia. Ao ouvir "polícia" ao telefone, o tom de voz de Eleanor mudou. "Polícia? Vocês estão loucos. Estou indo aí, e vocês vão se arrepender disso." Ela desligou.

Julian pensou que o pior já tinha passado. Estava enganado. Voltou para casa para procurar roupas limpas para Lily. Remexendo numa mochila escondida no fundo do armário, encontrou dois passaportes — o de Eleanor e o de Lily — e um itinerário impresso: uma viagem só de ida para Madrid, com partida na manhã seguinte. Debaixo das passagens havia um bilhete escrito à mão por Eleanor:  "Se você disser uma palavra, seu pai desaparecerá para sempre. Se você falar, eu te levarei para um lugar onde ele não possa nos encontrar."