Dentro do cofre havia uma pequena bolsa cheia de itens cuidadosamente selecionados. Quando a abri, fiquei boquiaberta. Notas de banco cuidadosamente amarradas. Uma caixa de veludo contendo uma pulseira que me pertenceu. E uma carta endereçada a mim, escrita à mão pelo meu marido.
Por um instante, fiquei sem palavras.
Kiran estava ao meu lado, em silêncio e paciente, enquanto eu desdobrava a carta e começava a ler.
Meu marido me explicou tudo com muita delicadeza: como a mãe dele havia guardado uma quantia que não queria que fosse desviada, como eles haviam mantido esses fundos para o futuro da nossa família e como ele e a mãe dele esperavam que, com o tempo, encontrássemos o que eles haviam deixado.
Ela pediu desculpas pelas dificuldades que a cirurgia lhe causou e expressou a esperança de que esse presente aliviasse o fardo que vinha carregando.
Era o tipo de carta escrita com amor, honestidade e um desejo de cuidar daqueles que ficaram para trás.
Quando terminei de ler, meu filho apertou minha mão. "Papai e vovó fizeram tudo isso por nós", ele sussurrou.
Ficamos em silêncio por um tempo, deixando a verdade nos atingir. Não se tratava de dinheiro. Tratava-se de amor, planejamento e um último ato de compaixão de duas pessoas que queriam que tivéssemos um caminho mais seguro do que aquele que estávamos trilhando.
Havia também um segundo envelope, este para Kiran. Estava cheio de mensagens de incentivo, conselhos e orientações paternas, escritas para os anos em que ele cresceria sem o pai ao seu lado. Observei meu filho absorver cada palavra, com o rosto repleto de orgulho e emoção.
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