A pesquisadora María Dolores Fernández-García, membro do grupo de Gastroenterite Viral do ISCIII (Instituto de Saúde Carlos III), destacou que a variante passou por um “processo evolutivo dinâmico”, adaptando-se para infectar humanos com mais eficiência. Ela enfatizou que a cooperação internacional e a vigilância genômica são fundamentais para rastrear essas modificações e antecipar possíveis comportamentos futuros do vírus.
As autoridades de saúde de diversos países continuam monitorando a situação, especialmente em instituições de ensino, lares de idosos e espaços fechados onde a transmissão tende a ser mais rápida. Embora a doença permaneça leve na maioria dos casos, os especialistas recomendam reforçar as medidas básicas de prevenção: higiene adequada das mãos, desinfecção de superfícies, consumo de água potável e cozimento completo dos alimentos.
A evolução do norovírus GII.17 ainda está sendo estudada, e seu comportamento recente ressalta a importância da vigilância epidemiológica contínua. Para os especialistas, compreender essas mudanças é crucial para antecipar surtos e desenvolver estratégias de prevenção mais eficazes em nível global.