🚨⚠️ Alerta de norovírus: uma variante se adaptou aos humanos. Todas as informações..

Durante muito tempo, os surtos mais recorrentes estiveram associados ao genótipo GII.4, historicamente o mais prevalente. No entanto, o GII.17 já havia apresentado picos de atividade entre 2013 e 2016 em alguns países asiáticos. Após esse período, sua circulação diminuiu significativamente, até que voltou a atrair atenção nos últimos anos, quando reapareceu em regiões da Europa e das Américas.

O estudo, publicado na Nature Communications e um dos mais abrangentes até o momento, analisou mais de 1.400 genomas da variante GII.17. Entre as amostras avaliadas estavam sequências fornecidas pelo Centro Nacional de Microbiologia da Espanha (ISCIII), que enfatizou a importância de compreender como a diversidade genética do vírus se alterou ao longo do tempo. Os pesquisadores observaram que a variante apresentou ampla dispersão genética em 2023, que diminuiu durante 2024. Esse tipo de comportamento, explicam, geralmente indica que o vírus está consolidando características vantajosas para manter sua atividade na população.

Entre as descobertas mais significativas está a presença de mutações que parecem ter otimizado a ligação do vírus a certos açúcares celulares, uma etapa crucial para iniciar a infecção. Essa capacidade de adesão aprimorada poderia explicar a transmissão sustentada observada em diversas comunidades.