²Seu ​​corpo inteiro coçava… Os médicos chegaram a um diagnóstico assustador: alergia ou urticária?

Uma alergia pouco conhecida, mas muito real.

 

Intrigada, Flávia faz uma pesquisa online. Ela descobre uma condição tão rara quanto surpreendente:   urticária aquagênica  . Uma consulta com o dermatologista confirma sua suspeita. O que sua pele está rejeitando   não é um ingrediente… mas a própria água.

Até mesmo lágrimas ou suor são suficientes para desencadear uma reação.

“Depois de fazer exercício ou se choro, a minha pele húmida arde”,  explica. A sua pele fica vermelha, irritada e   desenvolvem-se pequenas bolhas.

Conviver com urticária aquagênica: um desafio diário

Essa forma de urticária, embora muito rara, é reconhecida pelos especialistas como uma condição difícil de tratar.   Os anti-histamínicos convencionais, frequentemente usados ​​para alergias, são ineficazes nesse caso.

Assim, Flávia teve que adaptar sua vida. Ela evita praias, toma banhos de apenas alguns minutos e   se seca completamente assim que entra em contato com a água.   Seu ritual é bem estabelecido,   quase militar em sua essência.

E apesar de tudo isso, ela continua sorrindo.

“Sou cuidadoso, mas levo uma vida normal  ”, diz ele simplesmente.

Uma mensagem de esperança para os outros.

A história dela, transmitida pela BBC News Brasil,   comoveu muitas pessoas.   Embora a urticária aquagênica seja atualmente incurável, alguns pacientes observam uma diminuição dos sintomas com o tempo ou até mesmo o seu desaparecimento.

Talvez seja isso que torna a história de Flávia tão preciosa:   ela mostra que podemos seguir em frente apesar das adversidades  , nos adaptar e dar esperança aos outros.

Porque, no fim das contas, o que Flávia nos ensina é que a coragem nem sempre é espetacular:   às vezes, ela se esconde em um gesto cotidiano: tomar um banho e encarar o invisível.